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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Faxina Geral




Faxinar é preciso. Acumular não é preciso.

Setembro já passou da metade e esse mês realmente veio para movimentar as coisas. Um belo dia desses - que já não me lembro qual foi - acordei com um pensamento fixo que tem me acompanhado sem cessar: eu não quero ser uma pessoa acumuladora

Quero acumular risadas, sentimentos, aprendizados, lições, gente querida, viagens, festas e esse tanto de momentos que fazem a vida valer a pena. Agora, definitivamente, decidi que COISAS não serão mais acumuladas nesse meu lar doce lar. Não. Não serão.

Não vou guardar livros que não pretendo ler ou reler (alguns já disseram adeus e foram parar em um sebo); sapatos lindos, mas que me machucam, já estão saracoteando por aí em outros pezinhos; uma casa com dois humanos e dois gatos, que recebe visita uma vez a cada muitos dias, não precisa armazenar, em um armário que se tornou cristaleira, quase 100 copos-taças; os pratos lindos que ganhei na viagem ao Sul merecem ser usados e não ficarem estocados no fundo do buffet, logo, preciso encontrar um lugar no qual me seja possível acessa-los facilmente; roupas que não combinam mais comigo também possuem um destino certo: doação!

E por aí vai! Minha lista de afazeres para deixar a casa e a vida mais leve, só faz crescer e eu me sinto muito bem com ela. E, quando você começa a mexer em tudo, cavar fundo, olhar tudo que foi acumulando ao longo dos anos, percebe quanta coisa desnecessária foi juntando, pelo simples hábito de acumular - e se você, no caso eu, já traz isso no seu DNA, a meu amigo, a coisa complica em níveis inimagináveis!

E sabe de uma coisa? Não quero sofrer desse mal de apego-acúmulo. Quero leveza! Quero que as coisas que tenho sejam úteis, necessárias e não apenas mais um número (mais um sapato, mais uma bolsa, mais uma taça). Ter por ter, ter simplesmente por querer ter, ter porque todo mundo tem, vamos combinar, é tão démodé.

No fundo, a gente sabe que precisa de bem menos do que a gente tem e, não é tarefa fácil abraçar esse entendimento. Mas eu sigo em busca de uma vida mais leve, organizada e equilibrada. E tudo começa com pequenas mudanças e pequenos desapegos. No mínimo, ganha-se mais espaço pra preencher com vida bem vivida!

Como diz a escritora Martha Medeiros no seu texto Faxina Geral, "(...) livre-se você também da sua tralha. Poucas experiências são tão transcendentais como deixar nossas tranqueiras pra trás". 


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Imagem: Blog Ma Cherie

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