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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

O Diário de Anne Frank - 10 de agosto de 1943




Eu não me recordo quando foi a primeira vez em que ouvi falar desse livro, mas lembro que fiquei desejosa de poder conhecer a história dessa menina e de sua família, que seriam apenas mais alguma vítimas do Nazismo, não fossem as palavras deixadas pela jovem Anne Frank.

Depois de algum tempo, resolvi que era chegada a hora de me encontrar com os Frank, em Amsterdã, para saber como foi a vida deles naqueles anos passados em um anexo do local onde o pai de Anne trabalhava.

Comecei a leitura semana passada, no dia 03 de agosto de 2015; Anne começou a escrever seu diário em 12 de junho de 1942, uma garotinha, relatando seu quotidiano, como qualquer garota de sua idade o faria. Mas as coisas mudaram, de forma brusca, e a jovem Anne também amadureceu de forma rápida; a cada entrada em seu diário, nos deparamos com a crua realidade daqueles anos tão sombrios - já conhecedores do final dessa história, o que nos deixa, ao menos a mim, com o coração apertado, ao ler as esperançosas palavras escritas por ela.

Hoje, dia 10 de agosto de 2015, eu me dei conta de que havia acabado de ler os relatos feitos por Anne há exatos 72 anos.






Coincidência ou não, isso me fez decidir que não vou mais ler este diário como um simples livro, do início ao fim, sem pausas. Não. Essa leitura se tornou diferente para mim hoje - diferente e especial, pois, a partir de agora, somente vou ler as memórias de Anne nos dias correspondentes àqueles em que foram escritas.

Já conhecendo o final, eu poderia terminar a leitura em apenas mais alguns dias. Mas não quero que acabe assim. Quero prolongar no tempo cada palavra, linha e página; quero terminar na mesma data em que Anne fez o último registro em seu diário; quero acompanha-la dia após dia, mês após mês, até que o inevitável fim chegue em 1º de agosto do próximo ano e ela se torne eterna.




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