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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Gente de quem eu gosto

Foto: Edson Lopes Jr


Gosto de gente que ri, sorri e gargalha, que não se contém diante de algo que desperta alegria e felicidade; que sorri com os olhos e com o coração.

Gosto de quem abraça apertado, que faz de seus braços um ninho de aconchego e acolhimento, um refúgio, um abrigo de calor e proteção.

Gosto de pessoas com aperto de mão firme, daqueles que transmitem segurança e respeito.

Gosto de quem dá beijo estalado, olha nos olhos, diz que está com saudades, que sentiu falta, e que demonstra tudo isso.

Gosto de pessoas que somam afetos, que se doam por inteiro, que demonstram carinho, atenção e sensibilidade.

Gosto de gente que inspira, incentiva, joga junto e acredita não somente nos próprios sonhos, mas também nos anseios daqueles que lhe são queridos.

Gosto de quem enxerga em seus erros uma oportunidade de aprendizado, que às vezes pode ser duro, mas, certamente, para aqueles que se dispõem a ser melhores, é a chance de olhar para si, entender o que aconteceu, guardar a lição e seguir em frente.

Gosto de pessoas transparentes, que se jogam na vida de braços abertos, que se entregam, que são honestas com seus sentimentos e que sabem que muitas vezes isso pode significar sofrimento, mas mesmo assim preferem ter o coração rasgado a viver uma vida de sentimentos guardados e sufocados...

Gosto de quem não tem medo de parecer ridículo, de quem brinca, dança, canta, corre, pula, salta, samba, requebra, caminha, como se ninguém estivesse olhando e, mesmo que esteja sendo observado, não tem problema, pois já aprendeu que o julgamento alheio não é o que o define.

Gosto de gente que reconhece nos outros aquilo que cada um tem de bom, pois se o fez, é sinal de que traz dentro de si os mesmos valores e sentimentos.

Gosto de pessoas que apoiam, estendem a mão e amparam; que não julgam, apenas ouvem e se mostram prontas para o que for preciso.

Gosto de quem se faz presente mesmo estando longe; quem cultiva o bem querer, o carinho sincero e a amizade verdadeira, ainda que não esteja ao alcance dos olhos e das mãos.

Gosto daquelas pessoas que encontram tempo pra olhar para os outros, que percebem quando é hora de oferecer os ombros para ajudar a carregar o peso e quando é hora de se afastar e deixar que caminhem sozinhos.

Gosto de quem não se constrange por suas fraquezas, que se reconhece humano, e sabe que às vezes não é possível suportar tudo sozinho e não se acanha para dizer que precisa de uma força.

Gosto muito, muito mesmo, de quem não tem vergonha de demonstrar carinho; que afaga, sorri, e se desmancha em ternura e atenção; de gente que cai, apanha, sofre o que precisa sofrer, mas não se lamenta e não se vitimiza; junta suas forças, levanta-se, lambe as feridas e começa tudo de novo. Quantas vezes precisar.


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